Análise de Dados, Inteligência de Negócio, Dados em Massa

A terminologia é variada e se tem, inclusive, criado novas expressões com o passar do tempo, mas, na essência, o que se busca é uma interpretação de dados que venha a trazer ideias, projetos e ações que transformem a realidade das organizações.

Talvez essa seja uma forma de resumir o que hoje se fala a respeito dos termos business intelligence, analytics, big data, mais conhecidos na sua versão original em inglês e difundidos nos ambientes acadêmicos e empresariais.

A associação e interpretação de dados, a correlação de variáveis e a tentativa de buscar correspondência com fatos e comportamentos não é algo novo na ciência. A principal base advém da estatística, que é uma disciplina que remonta ao século XVII, embora censos populacionais e econômicos existam desde os primórdios do Império Romano.

O que temos de diferente no contexto atual é o avanço da Tecnologia da Informação sob duas vertentes essenciais: primeiramente por fazer com que os recursos computacionais sejam muito altos, cresçam a taxas exponenciais e fiquem disponíveis a todos, de modo que ferramentas de coleta, análise e interpretação de dados se multipliquem rapidamente e se tornem acessíveis até mesmo em um smartphone. Em paralelo, a TI aproximou o mundo, fez com que os fatos adquirissem conhecimento imediato em qualquer parte do planeta e passassem a ser elementos de forte influência comportamental no cotidiano das pessoas, isto é, estamos mais suscetíveis à informação e vivemos uma relação de interdependência com ela.

E o que o meu trabalho, estudo ou negócio tem a ver com isso? Por acaso eu devo mudar alguma coisa em minha vida?

Vale aqui apoderar-se da famosa frase “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”, de Leon C. Megginson, um estudioso interessado na teoria da evolução das espécies. Esta é a mensagem: sim, a adaptação é a chave para enfrentar os desafios da realidade, em qualquer área de atuação.

Então, para começar, três coisas simples a serem praticadas:

– Leia sempre. Isso aguça a criatividade, amplia as conexões, questiona os conceitos e o mantém aberto para novas possibilidades. É uma espécie de “boa coleta de dados”, tal como um dos princípios que está por trás das melhores ferramentas de análise.

– Aprecie a tecnologia tanto quanto as coisas simples. É uma busca por equilíbrio, pois as revelações e o aprendizado raramente estão nos extremos. Não é por acaso que se salienta o tema da diversidade nos dias atuais. É outro princípio que está por trás das ferramentas de análise: muitas variáveis que buscam convergência de resultados.

– Desenvolva resiliência. Talvez não seja tão simples, como é para uma mola ou borracha que, ao sofrerem ação de uma força externa, se deformam e se recuperam da deformação, assim que a força cessa. É impraticável dizer só “sim” ou só “não” frente às demandas da vida; temos que alternar, mas não perder a ternura, não se esfacelar ou entrar em fadiga. Sempre existem “pontos fora da curva” e, tal como um terceiro princípio das ferramentas de análise, esses devem ser isolados e tratados à parte para não causar uma interpretação equivocada do contexto.

Portanto, as ferramentas de análise de dados têm mais coisas em comum com o nosso jeito de ser do que superficialmente possamos presumir. Oportunamente vamos explorar em mais detalhes cada um dos princípios enunciados. Por ora, vamos aos exercícios.

Consultor da Otma Consultoria e instrutor da Trato Treinamentos

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Consultor da Otma Consultoria e instrutor da Trato Treinamentos