A importância da Gestão de Custos

A atual conjuntura macroeconômica brasileira está distante da estabilidade, e isso impõe a todos um movimento de sair de sua zona de conforto a fim de alcançar dias melhores. Empresas e organizações de toda ordem e mesmo as pessoas individualmente estão sendo desafiadas a romper limites, buscar eficiência e gerir melhor as suas atividades. Isso, implacavelmente, passa por estabelecer um maior nível de controle, em que o tema de custos é um dos aspectos centrais.

Seja nas finanças pessoais, seja nas despesas empresariais, seja nas contas públicas, conhecer o exato destino do dinheiro é vital para a correta tomada de decisões. Pode ser desde um simples corte de gastos, uma realocação de recursos ou uma troca de opções, até mesmo o adiamento de investimentos, mas certamente envolve algum tipo de análise, uma comparação, uma determinação e coragem para assumir as consequências e perseverança para aguardar os frutos da decisão.

A Gestão Eficiente dos Custos nada mais é do que um conjunto de políticas e regras, associado a uma ferramenta de análise e controle que proporciona a visão das finanças e, de forma criteriosa, provê informações úteis à administração que procura então encontrar o melhor caminho para o negócio.

No contexto empresarial, essa gestão pode fazer a diferença na manutenção ou no incremento da competitividade e, a médio e longo prazo, na própria sobrevivência da organização. Nos momentos difíceis é que surgem as melhores oportunidades e se forja a solidez do empreendimento. Ao possuir uma boa estrutura que gerencie os custos, estão dadas boa parte das condições para se analisar a Margem de Contribuição¹ e se elaborarem e executarem as estratégias de crescimento da produtividade, sem que isso afete a qualidade dos serviços prestados ou produtos vendidos.

Em sua essência, essa gestão classifica os custos em estratégicos e não estratégicos, procura localizá-los dentro da cadeia de valores e ordena-os por sua relevância. Nesse processo, consegue definir diretrizes para fazer ajustes, sejam eles cortes ou movimentações e também se estabelece os trade-offs, isto é, as escolhas difíceis que permutam um ganho por outro, abrindo-se mão de algo. De igual maneira, firmam-se as bases para o exercício de Planejamento Orçamentário da empresa.

Mas, como saber se a gestão praticada é eficaz? Um bom controle exige disciplina; se sua equipe de gestão, constantemente, analisa os procedimentos financeiros e os reporta no tempo certo, detalhando-os e mantendo registros organizados, já é um grande passo. Adicionalmente, o suporte de um sistema informatizado centralizado ou planilhas eletrônicas é recomendado para que se façam simulações e projeção de diferentes cenários e, por eles, extrair as oportunidades. Finalmente, a integração da equipe e sua constante capacitação, para que estejam inspirados e se desenvolvam, é outro elemento chave, uma vez que é o talento humano o real executor da maximização dos resultados.

Não há um único jeito de fazer. A flexibilidade e o bom senso devem estar sempre presentes, mesmo diante de pressões externas ou ameaças, porém, em todas as situações, as coisas começam e se transformam por uma mudança de atitude.

(1) Margem de Contribuição é quantia em dinheiro que sobra da receita obtida através da venda de um produto, serviço ou mercadoria após retirar o valor dos gastos variáveis.

Consultor da Otma Consultoria e instrutor da Trato Treinamentos

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